Americanas fecham 21 lojas entre agosto e setembro deste ano

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"Lojas Americanas: Crise Profunda Leva ao Desligamento de Mil Funcionários e Fechamento de 21 Estabelecimentos"

Neste domingo, a Lojas Americanas, uma das maiores varejistas do Brasil, enfrenta um momento de crise profunda. Os administradores judiciais da empresa, que está atualmente em processo de recuperação judicial, divulgaram um relatório mensal à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), revelando dados alarmantes para o futuro da varejista.

Entre agosto e setembro deste ano, a empresa tomou medidas drásticas para reorganizar suas finanças, desligando 1.131 funcionários e fechando as portas de 21 de seus estabelecimentos. Essas ações são parte de uma estratégia emergencial para lidar com a difícil situação econômica que a empresa enfrenta.

O relatório dos administradores judiciais também destacou que as Lojas Americanas, que já foram sinônimo de expansão e crescimento no varejo brasileiro, estão sofrendo um declínio preocupante. Atualmente, a empresa opera 1.785 unidades, com 88 lojas fechadas nos últimos 12 meses. Além disso, o número de clientes ativos teve uma queda significativa de 12,8% em agosto, comparado com dezembro do ano passado. Esses clientes ativos incluem aqueles que realizaram pelo menos uma compra ou interação com a varejista.

No âmbito financeiro, os números são igualmente preocupantes. Até o final de agosto, o caixa disponível da Americanas estava em R$ 1,552 bilhão, uma queda notável em relação aos R$ 3,726 bilhões registrados em setembro do ano passado, representando uma diminuição de 58,3%. Em contrapartida, a dívida da empresa aumentou em 5,6% nos primeiros oito meses de 2023, atingindo a marca de R$ 20,644 bilhões.

A situação da Lojas Americanas se agravou no início de 2023, quando veio à tona um rombo contábil bilionário em seus balanços financeiros, estimado inicialmente em R$ 20 bilhões. Nos meses subsequentes, uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) foi instaurada na Câmara dos Deputados para investigar o episódio, porém, a CPI encerrou-se sem apontar responsáveis pela suposta fraude. Esse cenário complexo tem colocado uma das maiores varejistas do país sob pressão crescente, enquanto busca desesperadamente se recuperar em meio a adversidades financeiras e desafios operacionais.

A Americanas, que por décadas foi uma presença confiável e robusta no mercado varejista brasileiro, agora enfrenta um futuro incerto. A empresa terá que tomar medidas rápidas e decisivas para reverter essa tendência negativa, restaurar a confiança dos investidores e, mais importante, garantir a estabilidade para seus funcionários e clientes. Enquanto isso, os olhos do mercado permanecem fixos na Lojas Americanas, aguardando qualquer sinal de recuperação em meio às turbulências que enfrenta.

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