O Tempo e a Terra: Como a Idade do Planeta foi Estimada pela Ciência

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Cientista Desvenda Idade da Terra por Meio de Meteorito e Datação Radiométrica

Atualmente, a idade da Terra é um conhecimento amplamente aceito, estimada em cerca de 4,54 bilhões de anos. No entanto, ao longo da história, calcular a idade do nosso planeta foi um desafio intrigante para os cientistas. Vamos explorar como algumas das primeiras tentativas foram feitas e como, eventualmente, a datação radiométrica e a análise de meteoritos nos ajudaram a chegar a essa estimativa.

No século XIX, o físico britânico William Thomson, também conhecido como Lord Kelvin, foi um dos primeiros a tentar calcular a idade da Terra. Kelvin era especialista em temperatura e, com base nesse conhecimento, ele assumiu que a Terra se originou de uma grande bolha derretida no espaço. Utilizando seu conhecimento sobre esfriamento, ele calculou o tempo que o planeta levaria para atingir sua temperatura atual. Posteriormente, Kelvin concluiu que a Terra tinha uma idade aproximada de 20 a 400 milhões de anos. No entanto, essa estimativa estava em desacordo com as teorias de Charles Darwin sobre a evolução das espécies, que requeriam um período muito mais longo de tempo.

Foi no final do século XIX que surgiu um novo método de datação que começou a oferecer respostas mais precisas sobre a idade da Terra: a datação radiométrica. Ernest Rutherford e Bertram Boltwood foram pioneiros na aplicação desse método, que envolve a medição da quantidade de isótopos radioativos presentes em rochas e outros materiais. Os isótopos radioativos, como urânio, potássio e carbono-14, são átomos instáveis que decaem ao longo do tempo, emitindo radiação. Como a taxa de decaimento é constante, os cientistas podem medir a quantidade de radiação em uma amostra para determinar quanto tempo se passou desde que ela se formou.

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